Dolores O’Riordan: últimos cinco anos de vida da cantora foram bastante atribulados

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Foto: Haydn West/PA

Foto: Haydn West/PA

O mundo pop ainda está atônito com a notícia da morte de Dolores O’Riordan, vocalista do Cranberries que se foi nesta segunda-feira, 15 de janeiro, com apenas 46 anos de idade. A causa da morte ainda não é conhecida, mas o site de entretenimento/fofoca TMZ conta que amigos relataram que Dolores, encontrada morta em um hotel de Londres, andava bastante deprimida.

Em uma rápida pesquisa, a Popload parou em um texto interessante divulgado no blog “The Cranberries Brasil”, mantido por uma turma de fãs atuantes, que sempre seguiam os passos da banda e seus integrantes.

Este texto, publicado em maio do ano passado, veio no calor do cancelamento de shows pela Europa (àquela altura o terceiro cancelamento em um curto espaço de tempo) e conta, especialmente, que a vida de Dolores nos últimos cinco anos foi marcada por diversos acontecimentos importantes.

Tudo teria começado quando seu pai morreu vítima de câncer, em novembro de 2012, o que a deixou bastante abatida. Dois anos depois, Dolores desfez seu casamento de duas décadas com o produtor Don Burton, que é do meio musical e prestava serviços ao próprio Cranberries, embora tenha seu nome ligado mais ao Duran Duran. No mesmo ano, 2014, Dolores teria iniciado uma briga judicial com Noel Hogan, seu companheiro de banda, por direitos autorais. Ainda naquela época, a cantora confessou que foi vítima de pedofilia.

No entanto, destaca o Cranberries Brasil, o que desgastou bastante Dolores foram os incidentes em que a cantora agrediu uma aeromoça em uma viagem de Nova York para a Irlanda. Logo em seguida, no terminal de passageiros, ela agrediu um policial e foi detida por 24 horas na Irlanda e, em seguida, processada. Na época do julgamento, tornou-se público que Dolores estava diagnosticada com transtorno bipolar.

Dolores na saída do Tribunal, em 2016

Dolores na saída do Tribunal, em 2016

Encerrado este caso judicial, no qual Dolores pagou uma fiança de 6 mil euros, ela tentou retomar a carreira criando o D.A.R.K., projeto que tinha, também, Andy Rourke, ex-Smiths. Eles lançaram um álbum, “Science Agrees” e marcaram uma turnê que teve diversos shows com ingressos esgotados. Mas a turnê foi toda cancelada.

Paralelo ao D.A.R.K, Dolores se reuniu com o Cranberries para uma turnê de verão pela Europa, mas a excursão não chegou ao fim porque a cantora estava sofrendo com uma hérnia de disco e precisou ficar longe dos palcos por meses. Ainda assim, no começo de 2017 o grupo lançou e cumpriu compromissos de divulgação do seu então novo disco, “Something Else”, lançado no fim de abril.

Com uma agenda de mais de 50 shows anunciada, e até promessa de vir para a América do Sul, a turnê durou poucas semanas, mais precisamente até 20 de maio de 2017, quando o Cranberries fez o que se tornou agora seu último show, em Londres. No último cancelamento, a banda se limitou a dizer que as apresentações não aconteceriam devido a problemas de saúde. Os fãs mais antenados desconfiaram que o problema era com Dolores, que, segundo relatos, não tinha a mesma energia costumeira nos palcos.

A causa da morte da cantora irlandesa ainda não foi revelada. A Polícia Metropolitana de Londres informou que a investigação preliminar não levantou suspeitas sobre o caso.

Abaixo, o derradeiro registro de Dolores no palco com o Cranberries cantando “Dreams”, a última música do último show.

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