Tem bandas que existem há décadas e nos dão a impressão que “nunca” vão tocar no Brasil. Aí, de repente, os planetas se alinham e a banda vem. Esse é o caso do Redd Kross, grupo californiano que existe desde o fim dos anos 1970 e já lançou oito discos de estúdio, atingindo sucesso cult e fazendo uma gradual transição do punk ao power pop psicodélico ao longo das décadas.
O Redd Kross está vivendo um ótimo momento, muito por conta de seu mais recente lançamento, o elogiado disco homônimo, de 2024. E tem um compromisso brasileiro nesta noite, quando se apresenta ao vivo, com Dale Crover (atual Melvins, ex-Nirvana) na bateria, no Cine Joia.
Tivemos a oportunidade de falar com os irmãos Jeff e Steve McDonald – baixista e guitarrista/vocalista do Redd Kross, respectivamente – por “call”, antes de eles chegarem ao Brasil. Os dois aficionados pela história do rock, que falam pelos cotovelos sobre Ramones, Kiss, Mick Jagger, White Stripes e Lou Reed. Quase tudo, menos (ou quase nada de) Redd Kross.
Se a entrevista de 40 minutos fosse uma redação de ENEM, teria zerado por fugir do tema. Mas analisada como uma conversa com dois aficionados pela história do rock, foi bem produtiva.

Popload – Finalmente, é a primeira vez que o Redd Kross vem à América do Sul.
Jeff McDonald – Sim. Eu, Jeff, nunca estive na América do Sul.
Popload – Mas o Steve já esteve na América do Sul com o OFF!, não?
Steve McDonald – Sim. É, eu fiz alguns shows em 2013 com o OFF!, mas essa é a primeira vez que o Redd Kross vai estar lá.
Popload – E os fãs brasileiros têm o hábito de invadir seções de comentários online dizendo “come to Brazil”. Isso já aconteceu com o Redd Kross?
Steve – É, eu vejo isso nos comentários. E eu sempre penso – a gente adoraria, mas alguém precisa nos convidar.
Popload – Para quem não conhece a realidade de bandas do porte do Redd Kross, vir para a América do Sul não é só dizer “come to Brazil”, né? O que precisa estar alinhado para uma banda como vocês conseguir vir até aqui?
Steve – Quero dizer, existe muita logística envolvida, e é bom ouvir as pessoas dizendo que adorariam nos ter aqui. Acho que o fato de a gente finalmente estar indo é incrível. É muito bacana, uma prova do sucesso e do trabalho duro dos últimos dois anos, que finalmente foi considerado um empreendimento viável. A gente é só uma forma de entretenimento. A gente chega, eles apertam um botão, e tocamos. Espero que muita gente apareça no show, mas não sabemos quantas pessoas já ouviram falar de nós.
A única outra vez que quase fomos até lá foi nos anos 1990 – fomos convidados para tocar com o Ramones num estádio grande, acho que em 1993, e aquilo foi muito emocionante. Eu estava dando entrevistas para todo tipo de veículo de imprensa no Brasil, e acho que estávamos tocando na MTV Brasil por um tempinho por causa disso.
Mas aí os Ramones eram muito disfuncionais e cancelaram [risos]. Então aquela emoção, aquela possibilidade, foi destruída naquele momento. Espero que algumas das pessoas que conheciam a gente daquela época apareçam, e talvez elas tenham filhos agora e tragam eles também.
Popload – Um tempo atrás, um canhoto de ingresso dos Ramones no Brasil viralizou no Twitter, porque custava apenas 20 reais para vê-los em 1996.
Jeff – Minha esposa viu os Ramones e o Blondie juntos no Whisky a Go Go, uma casa pequena em Los Angeles – isso foi por volta de 1976 ou 1977 –, e eram as duas bandas juntas por dois dólares. E eu acho que tem umas bandas punk jovens – eu já vi que elas quase se sentem culpadas de cobrar dinheiro do público para entrar. Já conheci gente que achava que cinco dólares era caro demais, mesmo nos dias de hoje. Então quem sabe – talvez seja uma ética punk, ou sei lá.
Steve – Eu acho que muita gente tem dificuldade de acreditar que pode viver de música, ou que o que fazem merece receber compensação financeira. E isso é um problema deles [risos].
Jeff – Nos Estados Unidos, nosso governo olha torto para os músicos, e sempre olhou. Então isso virou meio que uma vantagem, até certo ponto – a gente sempre tem algo para reclamar e se rebelar contra. Sem moleza para ninguém. E tem gente que se torna piloto, faz outros bicos paralelos. A gente é antiquado nesse sentido – eu me identifico com alguém como o Mick Jagger, que tem só um trabalho.
Steve – Mick Jagger? Você? [Risos.]
Jeff – O Mick Jagger não é cientista, não é médico, não é físico nem piloto. Então ele é meu guia pessoal para continuar no mundo do rock and roll.
Steve – Certo, bom, não sei se eu já te contei isso, Jeff. Eu tenho uma certa correspondência com o Pelle Almqvist, dos Hives. Ele uma vez me contou que conheceu o Mick Jagger – acho que eles abriram um show dos Rolling Stones –, e já que estamos falando de economia e de estar numa banda. O Mick queria conhecer a banda toda, os Hives, e o Pelle disse que foi um pouco estranho. O Pelle disse pra ele, “Então, acho que eu deveria te pedir algum conselho”, e a resposta do Mick foi: “Nunca compre um iate, apenas pegue um emprestado”. [Risos.]
Eu também toco baixo no Melvins, mas antes de eu tocar com a banda eles fizeram uma turnê com o Kiss, e me disseram que o Kiss foi supergentil com eles. São as bandas que, com essas estrelas do rock enormes – que poderiam “agir” como estrelas de rock –, costumam ser as mais gentis, mais atenciosas e mais funcionais. E com as bandas mais novas, em ascensão, às vezes é difícil abrir o show delas, porque quem trabalha com elas costuma ser bem disfuncional.
Popload – Que bom que você mencionou o Kiss, porque tenho uma pergunta sobre eles aqui. Vocês tocam uma cover de “Deuce” no show às vezes, né? Sei que hoje em dia está na moda descartar o Kiss como uma banda de rock mediana, ou até abaixo da média, que sem a maquiagem não seria nada. Então, qual é a relação de vocês com a música do Kiss?
Jeff – Quando descobrimos o Kiss, foi na época do primeiro álbum ao vivo deles, e era tão emocionante, tão cru e empolgante e meio rock de garagem, foi uma inspiração. Mas com o passar dos anos, como qualquer banda, você vê os grupos cometerem erros bem vergonhosos e depois superá-los. Quero dizer, o Kiss fez o Animalize, mas eles voltaram com o Ace [Frehley] e o Peter [Criss] alguns anos depois. Então, para mim, eu gosto de curtir essa jornada. Acho que muitos fãs do Kiss têm uma relação de amor e ódio com eles por algum motivo bizarro. Acho que é porque eles são bem controversos nas opiniões que defendem.
Steve – Bem, e eu não quero ser do contra, mas a ideia de dizer que algo criativo foi um “erro” – isso é tão subjetivo. Sobre o disco Animalize, eu não sei como ele envelheceu, mas eu vi a turnê do Animalize e foi bem foda. Sabe, parte da nossa história com eles é que vimos o Kiss na turnê do primeiro álbum, Alive – a gente viu esse show, e eu tinha 8 anos, e o Jeff tinha uns 11 ou 12 anos só. Foi o primeiro show de rock que eu vi na vida. A gente regravou “Deuce” em 1984, está num dos nossos EPs, Teen Babes from Monsanto. Então, quando a gente toca essa música, é uma experiência de fechar o ciclo – muitas vezes a gente a toca para fechar o show.
Eles realmente foram os Beatles dos anos 1970, sabe. Eles ofereciam essa fantasia do que pode ser um músico ou uma banda. Isso teve um efeito enorme em mim e no Jeff. Acho que, para o que eles estavam tentando fazer, éramos exatamente o público-alvo deles.
Jeff – Sempre foi uma história inspiradora. Quando eles tiraram a maquiagem foi contra todas as probabilidades que eles voltassem a fazer sucesso, e depois tiveram outra fase extremamente bem-sucedida. Depois, a ideia de colocar a maquiagem de volta – ninguém achava que ia funcionar, e aquilo foi enorme. Até que, finalmente, decidiram só se apresentar em cruzeiros. [Risos.]
Steve – Eu lembro que nos anos 1980 eu achava tão grosseiro o jeito que o Gene Simmons era todo focado em dinheiro – eu ia nos shows deles e achava divertido tirar sarro deles, mas ainda assim eu gostava, eu ainda curtia aquilo. Hoje em dia eu fico meio impressionado com o quanto esses caras são focados em seguir em frente e em continuar conseguindo fazer aquilo. Então eu meio que perdoo um monte de coisas que eu não necessariamente apoio – tipo, sei lá, eles aparecerem para apoiar o Trump ou algo assim, sei lá, é vergonhoso…
Jeff – É, aquilo foi pesado. Mas eu perdoei.
Steve – Sei lá, eles são de outra geração, eu não entendo de onde eles vêm. Mas sim quanto à contribuição deles para o universo de fazer um show e de ser obcecado pelos Beatles e fazer disso a vida toda.
Jeff – Bom, desculpa interromper, mas eu não chamaria eles de “Os Beatles dos anos 1970” – eu chamaria mais de “Paul Revere and the Raiders dos anos 1970”.
Steve – O Paul Revere and the Raiders não era um quinteto?
Jeff – É, verdade…
Steve – Pois é, e o Kiss era um quarteto. Nos primeiros tempos, eles eram como os Beatles no sentido de que não tinha microfone central. O único microfone central teria sido o do Ringo, porque ele fica no centro, atrás, e canta a voz principal em alguns momentos também. Mas uma coisa que você nota em fotos de 1975-1976 – sempre que tem vocais de apoio, é sempre o Ace e o Gene no microfone juntos, ou o Ace e o Paul, e o Ace meio que flutuava em volta do jeito que o George fazia. Aquilo era claramente uma referência aos Beatles, né?
Popload – Eu acho que num mundo perfeito, Ace Frehley teria contribuído com músicas solo mais cedo, e o álbum solo dele nunca teria existido. E eles teriam parado antes do álbum Music from The Elder, que nunca teria acontecido.
Steve – De novo, mais uma comparação com os Beatles. Teria sido como, sabe, se o George não tivesse feito o All Things Must Pass, e eles tivessem feito mais um disco com as melhores músicas do primeiro McCartney, do Ram, e as melhores do Plastic Ono Band, além de todas aquelas ótimas faixas do George – que álbum incrível teria sido. Melhor do que tudo que eles fizeram individualmente, mesmo que eles ainda tenham feito coisas ótimas. Mas existe algo numa banda boa em que o todo é maior que a soma das partes, e todas aquelas pessoas tiveram a sorte de fazer parte daquilo por aquele breve período de tempo.
Jeff – E eu tenho que dizer, uma das melhores apresentações do Kiss é, curiosamente, a que fizeram no Rio com o Vinnie Vincent.
Popload -Ainda sobre o Kiss, o álbum The Elder é um disco horrível, todo mundo sabe disso [risos], mas tem uma música, “Dark Light,” que parece uma música do T. Rex com bongôs, e tem o melhor solo da carreira do Ace. É incrível.
Jeff – Vou conferir isso, porque eu acho que nunca ouvi o álbum The Elder completo – nunca cheguei nessa parte, mas agora eu preciso ouvir essa música do Ace Frehley estilo T. Rex com bongôs. Parece ótima [risos]. Eu acho que as pessoas ainda estão esperando o The Elder encontrar seu tempo e seu espaço de verdade. Obviamente foi considerado um grande fracasso pela banda e pelos fãs deles, mas muitos desses fracassos é por que eles só estavam adiantados para o seu tempo. Esse momento ainda não chegou, mas quem sabe.
Steve – Nunca se sabe. Talvez dentro da nossa vida a gente veja esse disco sendo reconsiderado, como aconteceu com Berlin, do Lou Reed.
Jeff – Sabe o que é, eu vou ter que ouvir The Elder inteiro. Outro disco que eu tentei ouvir foi o do Lou Reed com o Metallica [Lulu]. Eu sei que todo mundo odeia esse disco. Pensei que tinha que ser bom se todo mundo odeia – tem que ter algo de bom ali. Mas eu não consegui ir muito longe ainda.
Steve – Você só precisa abrir mais a mente.
Jeff – Eu vou abrir minha mente, porque tenho certeza que é ótimo. Como isso não poderia ser ótimo?
Steve – Isso também é engraçado porque o Lou Reed é coautor de músicas do The Elder – então talvez seja isso que você precisa fazer, ouvir o The Elder do início ao fim e depois o Lulu do início ao fim e ver o que acontece.

Popload – Depois de tudo isso, vai parecer até chato mudar de assunto, mas, se você olhar no Spotify, as suas dez músicas mais tocadas são de vários estilos, porque vocês tiveram um som nos anos 80, depois outro nos anos 90, e outro agora – como vocês conciliam isso num setlist?
Jeff – Eu nunca vejo essas coisas do Spotify, mas a gente gosta de tocar as músicas que o nosso público curte, porque é divertido para nós. Nossa música mais famosa é, na verdade, uma música bem estranha do início da nossa carreira [“Linda Blair”], e é estranho mas a gente ainda toca essas músicas – não por causa das playlists do Spotify.
Steve – Bom, eu sou o mais propenso a ver isso. Eu nem acho que o Jeff tem assinatura de algum serviço de streaming.
Jeff – Eu não tenho.
Steve – Mas eu tenho – na verdade eu uso o outro, o Apple Music. Sei lá, é a mesma coisa. No Apple, a música número um é sempre “Linda Blair,” do nosso primeiro álbum. O principal motivo, eu acho, é que essa música está num videogame – está no jogo “Grand Theft Auto V”, graças ao Keith Morris, meu antigo parceiro de banda no OFF!, que era o DJ residente de uma rádio do “GTA”. Obrigado, Keith. A gente nunca deixou de tocar essa música. Gostamos de fazer um show que percorra toda a carreira. Mas, é verdade, qualquer pessoa que está sendo apresentada à banda provavelmente vai ter uma experiência meio estranha tentando entender quem a gente é, porque tem um período de tempo enorme envolvido. Começamos tão jovem – você está ouvindo crianças que tinham literalmente pegado numa guitarra seis meses antes, passando por todas essas mudanças de desenvolvimento refletidas na música, no som, em membros diferentes da banda. Então, é uma jornada bem ampla. Hoje em dia a gente só toca as músicas o melhor e mais autenticamente possível, mas você não vai ouvir o som de adolescentes de 14 anos tocando “Linda Blair” – você vai ouvir veteranos experientes tocando esse irreverente…
Jeff – …épico psicodélico [risos].
Steve – Outra coisa sobre nossas músicas mais populares – praticamente tudo que está no nosso top 10 a gente toca ao vivo, exceto uma: nosso cover dos Carpenters [“Yesterday Once More”].
Popload – Falando em mulheres que tocam bateria: a primeira vez que eu vi o nome Steve McDonald foi através de uma coisa chamada Redd Blood Cells [um overdub de baixo que Steve Gravou para o disco White Blood Cells, dos White Stripes]. Mas o disco praticamente desapareceu da internet. As pessoas ainda te perguntam sobre isso?
Steve – Algumas vezes por ano. Eu sempre fico falando com os caras da Third Man Records [a gravadora do Jack White], tipo, “Vamos lá, vamos fazer uma reedição de verdade disso”. Um motivo pra ser tão obscuro é – bom, é um disco não-oficial do White Stripes que eu renomeei e me coloquei na banda. Foi durante a época em que o Redd Kross estava em hiato, porque eu e o Jeff não estávamos fazendo música nova do Redd Kross por quase uma década, de 1997 a 2006. Acho que eu tinha vontade de estar numa banda de novo, e eles eram essa banda nova por aí dizendo “você não precisa de um baixista”. E eu pensei, “Bem, eu acho que vocês ficariam melhor com este baixista na banda”. Então essa foi minha forma de jogar uma indireta neles pela internet, de um jeito divertido. E, no final das contas, em vez de levar um soco na cara do Jack White, ele foi bem simpático, deu tudo certo. Desde então, a Third Man já reeditou alguns discos do Redd Kross dos anos 1990, então talvez o Redd Blood Cells também receba algum tratamento. Eu ainda tenho todos os arquivos guardados em algum Macintosh antigo do início dos anos 2000. Mas foi divertido. Eu simplesmente baixei o disco deles no meu Pro Tools – uma versão bem antiga – pluguei meu baixo direto e fiz o meu melhor para tornar a música deles ainda melhor. [Risos.]
Popload – Eu vi os White Stripes em 2005. E vi o Jack White ao vivo em três ocasiões separadas depois disso, em projetos diferentes, e por mais que eu aprecie o que ele faz nada chega no mesmo nível daqueles dois juntos.
Steve – É, foi supermágico – e era mais do que só a aparência da banda, eles soavam incríveis juntos. Eu acho que parte dos cérebros deles estava fundida, e os humanos ficam hipnotizados ao ver esse tipo de conexão.
Jeff – É por isso que as Spice Girls eram tão populares.
Steve – Certo. Você gostaria de continuar com essa comparação?
Popload – Aliás, Jeff, você está vestindo uma camiseta do BLACKPINK. É a girl group coreana, não é?
Jeff – Sim. K-pop. [Risos.]
Popload – Bem, o Jeff não assina o Spotify Premium, e eu não assino Zoom Pro, então a entrevista vai acabar em uns dois minutos. Tem um novo álbum previsto pra acontecer em algum momento? Podemos ainda esperar uma virada radical no som de vocês?
Jeff – Steve?
Steve – Você gostaria de responder em dois minutos ou menos?
Jeff – Bom, o próximo disco – eu não sei. Uma virada radical pra gente seria uma ópera rock, mas não sei se a gente é capaz. [Risos.]
Steve – Bom, depois de toda a zoação que fizemos com The Elder hoje, eu tenho medo de…
Jeff – Mas essa é uma ótima ideia! Fazer uma sequência para The Elder!
Steve – Certo, eu não sabia eu que estava tendo essa ideia [risos].
Jeff – Então isso significa que eu vou ter que realmente ouvir o The Elder do início ao fim, e depois a gente escreve uma sequência. Porque você não precisa ter os direitos para escrever uma sequência. Esse é o nosso próximo disco: The Elder Two.
Steve – Certo, tá bom [risos]. Mas também poderia ser só uma coleção de boas músicas novas. Também seria ótimo.
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* O Redd Kross toca hoje em São Paulo, no Cine Joia, como parte dos agitos em torno do filme “Born Innocent”, em cartaz no festival de documentários musicais In-Edit. A apresentação da banda californiana tem como aberturas os shows do duo panamenho Alphawhores e do grupo brasileiro Twinpines. Os ingressos para esta noite estão à venda aqui.
** A foto da banda usada neste post é de Gilber Trejo.