São Paulo é a lua. Eddie Vedder, o mar

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No primeiro de uma série de cinco shows intimistas pelo Brasil, três em SP e dois no Rio, o cantor e guitarrista Eddie Vedder se apresentou ontem à noite no Citibank “Que Era Credicard” Hall fazendo poesia em português, tocando Karen O, Ramones, Cat Power, Neil Young e, claro, um monte de canções desaceleradas de sua banda famosa, o Pearl Jam.

Em 32 canções quase 2h20 de performance, não faltaram quatro músicas de suas aventuras solos levadas por ele ao som do instrumento ukelele, uma espécie de cavaquinho gringo.

Todos os shows de São Paulo, o de ontem, o de hoje e o de amanhã, estava e estão com os ingressos esgotados. Parece que ainda restam entradas para os do Rio. Todo mundo sentado diante do Vedder. Vedder às vezes sentado diante da galera. O clima é de menos berro grunge, mais lirismo de roqueiro veterano.
O concerto de ontem teve abertura do músico irlandês Glen Hansard, que voltou ao palco para ajudar o americano no bis.

Em português simpático e fora do ritmo, Vedder fez o momento ternura declamando coisas do tipo “De muito longe eu vim parar aqui. Agradeço a vocês por serem como a lua iluminando meu mar e me levando alto, me puxando com a força de sua gravidade para tocar em São Paulo”. Justificou dizendo que o português dele “é uma merda” e que não foi ele que escreveu aquilo.

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À poesia tupi, se misturou um Vedder brincalhão até com filmes pornô e maconha e por vezes o Vedder humanístico preocupado com o futuro do planeta.

A produção do show pegou pesado com a história de filmar com o celular, então só deve aparecer vídeos “roubados” da apresentação de ontem. Tirando na hora da música de encerramento do concerto, “Hard Sun”, cover do músico canadense Gordon Peterson (Índio), que inclusive processou Vedder por usar e alterar a canção para utilizá-la na trilha do filme “Into the Wild”. Mas que ficou por isso mesmo e a força da gravidade trouxe a música para São Paulo.

Hoje tem mais Vedder. Espera-se, dizem, que o cantor arrisque algo “brasileiro” no setlist. Eye, eye!

O setlist:

The Moon Song (Karen O)
Can’t Keep (Pearl Jam)
Without You
Sleeping by Myself
More than You Know (cover de música de 1929, de Vincent Youmans)
Sometimes (Pearl Jam)
Immortality (Pearl Jam)
Needle and the Damage Done (Neil Young)
Driftin’ (Pearl Jam)
Good Woman (Cat Power)
Thumbing My Way (Pearl Jam)
Far Behind
Guaranteed
No Ceiling
Rise
Better Man (Pearl Jam)
Lukin
Hold on for Your Darest Life (cover do Name Taken)
Porch (Pearl Jam)

Bis

Just Breathe (Pearl Jam)
Unthought Known (Pearl Jam)
Crazy Mary (cover de Victoria Williams)
Sleepless Nights (Everly Brothers, com Glen Hansard)
Society (cover de Jerry Hannan, com Glen Hansard)
Falling Slowly (Cover da banda do Hansard com o Hansard)
Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town (Pearl Jam)
Parting Ways (Pearl Jam)
I Believe In Miracles (Ramones)
The End, (Pearl Jam)
Arc (Pearl Jam)

Bis 2

Bugs (Pearl Jam)
Hard Sun (Indio, com Glen Hansard)

*** A primeira foto do post é de Roberta Moreira/UOL. A outra é tirada do instagram do @heitor_feitosa