Warpaint no alto de São Paulo: fotos, vídeos e a entrevista que fizemos com a baixista Jenny Lee

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*Fotos por Fabrício Vianna

Warpaint, dream-pop delicioso da Califórnia, passou por São Paulo no fim de semana para dois shows no último andar do Museu de Arte Contemporânea, com vista para o Parque do Ibirapuera, apenas. As apresentações fazem parte de um projeto da marca de cerveja Heineken com exposição, festas e shows até meados de março, ao finais de semana.

Foi a segunda vez da banda no Brasil, mas o primeiro do elogiado álbum “Heads Up”, lançado em setembro. Bem maiores, mais à vontade, mais soltas no palco e incrivelmente mais dançantes, as meninas fizeram com que as músicas deste novo trabalho fizessem ainda mais sentido ao vivo. Talvez a melhor delas (bem, a nossa preferida) e a que mais aponta para a nova sonoridade do grupo, “New Song”, aquela remixada por um beastie boy e por um Soulwax, encerrou a noite. Mas “Heads Up”, logo no comecinho, e “Undertow”, também fizeram todo mundo se emocionar (com tempestade e tudo).

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Falamos com a baixista Jenny Lee Lindberg antes do show (e da chuva). Abaixo, trechos do bate-papo, feito pela “nossa” Isadora Almeida. As fotos são do poploader Fabrício Vianna. E, da galera, alguns vídeos da noite.

Popload: Como foi a produção do ‘Heads Up’?

Jenny Lee: Bem, nesse álbum para fazer algumas faixas, estávamos presentes todos os dias no estúdio juntas. E também passamos bastante tempo separadas, cada uma levava alguma ideia ao nosso produtor. Podia ser só a base de guitarra, ou vozes, ou guitarra e aí depois cada uma trabalhava nessa ideia. Acho que foi legal dar privacidade para cada uma trabalhar mais livremente e acho que se gastou menos tempo desse jeito.

P: “New Song” é a música mais pop da carreira de vocês. Para o próximo álbum, vocês pensaram em colocar mais músicas com um apelo pop ou foi apenas algo experimental?

Jenny Lee: A gente sempre tenta fazer músicas de forma orgânica, nunca tentamos soar de um jeito. Queríamos fazer um álbum dançante. Existem muitas variações dentro da dance music e acho que a gente conseguiu fazer um álbum dançante. Acho que o próximo álbum vai continuar refletindo o que a gente estiver sentindo naquele determinado momento, é sempre muito orgânico, mesmo.

P: Vocês já sabem qual linha o novo álbum vai seguir?

Jenny Lee: Não tenho muita certeza, estamos compondo toda hora, todo dia, mas acho que será algo mais conceitual. Será nosso quarto álbum então acho que estamos prontas para colocar um trabalho diferente, sem muita pressão de como vai soar. Pode ser uma serie de EPs ou um album acústico, eu não sei…Podemos ir além.

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P: A música sempre foi uma ferramenta importante para motivar e engajar as pessoas. Esse deve ser um ano difícil… Você acha que nesses momentos as bandas devem compor ainda mais músicas que motivem as pessoas nesse sentido?

Jenny Lee: Eu acho que se você é um grande artista e está em contato com muitas pessoas, é quase que um dever que esse artista tem. Ele é privilegiado e deve exercer esse papel. É claro que, honrando sua verdade e o que realmente acredita. Seja falando de amor, política, mas sempre falando uma verdade que inspire as pessoas.

P: Os remixes que fazem das músicas da Warpaint são incríveis. Se você pudesse fazer o remix de uma música, quem seria seu escolhido?

Jenny Lee: Nossa, nunca pensei nisso. Uhm… acho que alguma música da Sharon Van Etten. Seria muito legal transformar alguma canção dela em algo mais dançante.

Vídeos

Keep It Healthy #warpaintband #artofheineken

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