Pega o skate e vai. We Are One Tour segue no gás total com Millencolin e Pennywise

Em sua maior edição da história, a tour “We Are One”, que vem fazendo bastante barulho por onde passa, chega a São Paulo e Rio de Janeiro neste final de semana, trazendo as bandas Pennywise e Millencolin como principais protagonistas.

A turnê-festival, que está circulando pela América do Sul e bateu no Brasil na última terça, acontecendo em Porto Alegre e depois Florianópolis no dia seguinte, tem ainda uma passagem marcada hoje à noite por Curitiba.

Conhecido e já consagrado em sua respectiva cena, “We Are One” é um festival sempre focado e bem segmentado no chamado punk rock hardcore melódico (ou skate punk para alguns).

Ainda que não tenha surgido precisamente nos anos 90, o chamado “hardcore melódico” também acabou se beneficiando bastante da explosão do rock alternativo daquele período.

Enquanto Nirvana e o grunge seguiam à frente de toda essa revolução cultural, a fome das gravadoras em encontrar o próximo “next big thing”, somada a de um público que também clamava por algo mais, fez com que algumas outros estilos conseguissem ampliar seu espaço. Fazia então total sentido que uma vertente do punk fosse parte importante desse pacote.

Já à frente do movimento e com um cast praticamente prontinho de bandas a serem escolhidas, a igualmente importante gravadora Epitaph Records explodiu de vez e cresceu tanto que, nos meses seguintes, acabou até compartilhando ou perdendo algumas de suas peças-chave para grandes gravadoras.

O sucesso de bandas como Bad Religion (uma espécie de pai de todos desse movimento específico), além de Offspring, Green Day e Rancid acabaram alavancando ainda mais toda uma boa cena, a partir da Califórnia, invadindo rádios e MTVs mundo a fora.

E como desde os Ramones a América Latina no geral sempre abraçou o punk (e suas ramificações) com um amor acima da média em relação ao resto do mundo, por aqui o estilo segue bem firme até hoje, sempre também com um significativo número de fãs apaixonados.

Acima, a banda americana Pennywise em show de Florianópolis nesta semana. Abaixo, os parças do Millencolin, que está junto na turnê We Are One. Fotos de @cogumeloemcena

Nos 90, muito associado também ao skate e surf, era bem comum encontrar, por exemplo, CDs com coletâneas de diversas bandas em encartes com os da “Revista Fluir”, famosa publicação de surf e outros esportes chamados “radicais”. Skate inclusive.

Cena de natureza essencialmente californiana mas que acabou influenciando e gerando importantes expoentes mundo a fora, curiosamente alguns dos maiores destaques acabaram vindo até da Suécia.

E é exatamente dessa conexão California/Suécia que vem os dois co-headliners desta edição 2026 da “We Are One”: O Pennywise, de Hermosa Beach, perto de Los Angeles, e o Millencolin, de uma cidade medieval (e depois universitária) sueca chamada Örebro, umas duas horas de carro de Estocolmo.

Formadas entre o final dos 80 e início dos 90, com albuns clássicos e obrigatórios nas discotecas básicas do estilo, como “About Time” e “Straight Ahead” (respectivamente de 95 e 99, do Pennywise) e “Life on a Plate” e “Pennybridge Pioneers (de 95 e 2000, do Millencolin), ambas podem ser consideradas, disparadas, duas das mais clássicas, queridas e principais bandas dessa geração.

Já do final dos 90, a “caçula” canadense Mute, sem dúvida influenciada pelas principais, é a banda recrutada para abertura dos shows.

Os shows de hoje (27) em Curitiba (Tork n’Roll) e de amanhã (28) em São Paulo (Terra SP) estão com ingressos esgotados, mas ainda há alguns (não muitos) ingressos disponíveis tanto para o Rio de Janeiro (domingo, Sacadura 154) e a concorrida data extra em São Paulo, no Audio Club, para a próxima terça, dia 31.

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